sábado, 29 de março de 2014

FESTA DE PASSOS


Por Francisco José dos Santos Braga



Senhor dos Passos
Nossa Senhora das Dores





















I.  INTRODUÇÃO


Em São João del-Rei, a Venerável Irmandade de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos (ou simplesmente, Irmandade dos Passos), fundada em 12 de dezembro de 1733, promove tradicionalmente a Comemoração dos Passos, marcando de forma especial a Quaresma e propondo-nos ver e sentir mais de perto, em espírito de recolhimento e piedade, os sofrimentos de Jesus Cristo e sua Mãe. Conforme determina o Compromisso da Irmandade dos Passos, o IV Domingo da Quaresma (ou 30 de março em 2014) é dedicado a rememorar os dolorosos Passos de Jesus a caminho do Calvário.

Neste ano de 2014, a Festa dos Passos se iniciou com a Sexta-feira das Dores (28 de março), teve prosseguimento no Sábado de Passos (29 de março), culminando no Domingo do Encontro (30 de março) e deverá perdurar ainda com o Setenário das Dores (comemorado de 4 a 10 de abril), encerrando-se com a Soledade de Nossa Senhora, que em 2014 cairá em 11 de abril.

Além de minhas anotações, particularmente sobre os dois dias que antecedem o IV Domingo da Quaresma e sobre o próprio Domingo do Encontro, localizei entre os periódicos e jornais na Biblioteca uma deliciosa crônica assinada por C.V., cuja autoria, por suas características, atribuo à professora Celina Viegas, mãe dileta de Dr. Milton de Resende Viegas, ilustre prefeito de São João del-Rei no quatriênio 31/01/1967-31/01/1970.


II.  Minhas anotações sobre a Festa dos Passos de 2014


Na Sexta-feira das Dores (28 de março p.p.), às 19 horas, na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, assistimos à Missa por intenção dos ex-Mesários da Irmandade dos Passos. Após, foi ouvido um moteto de Martiniano Ribeiro Bastos a cargo da Orquestra (e coro) Ribeiro Bastos. Às 20 horas, houve solene Procissão do Depósito da imagem de Nossa Senhora das Dores para a Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte Carmelo (ou simplesmente, igreja do Carmo). Irmãos carmelitas vieram receber a Senhora das Dores na Rua Direita. Observe-se que a imagem de Nossa Senhora das Dores, transladada para a igreja do Carmo, seguiu "velada", isto é, envolvida por um velário roxo, que foi retirado quando ela chegou ao altar-mor dessa igreja, ficando ali "depositada" até o Domingo do Encontro. Ramos de manjericão que até então ornamentavam o andor, são distribuídos ao povo. Ali também repetiu-se o moteto de Martiniano Ribeiro Bastos, seguido pelo inspirado "Miserere" do Capitão Manoel Dias de Oliveira.


Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam.
Ó Deus, tende piedade de mim, segundo a vossa grande misericórdia.

No Sábado de Passos (29 de março p.p.), às 19 horas, na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, acontece a Missa por intenção da atual Mesa Administrativa da Irmandade dos Passos. Após, a Orquestra (e coro) Ribeiro Bastos executa um moteto de Martiniano Ribeiro Bastos. Depois, em solene Procissão do Depósito, a imagem do Senhor Bom Jesus dos Passos (ou simplesmente, Senhor dos Passos) é levada para a Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis (ou simplesmente, igreja de São Francisco), observando-se os mesmos cuidados que aconteceram com a imagem de Nossa Senhora das Dores. Ou seja, os irmãos franciscanos recepcionam o Senhor dos Passos próximo à Ponte da Cadeia, juntando-se à procissão. Também a Banda Teodoro de Faria que, até ali, acompanhava a procissão, tocando a Marcha dos Passos, da autoria de Martiniano Ribeiro Bastos, é substituída pela Banda do Regimento Tiradentes que continua tocando a mesma Marcha dos Passos até a entrada da procissão na igreja de São Francisco. O velário roxo que estivera até ali velando a imagem do Senhor dos Passos, é retirado quando ela chega ao recinto do altar-mor, ficando ali "depositada" até o dia seguinte. Pode-se observar que da mão de Cristo que segura a cruz pende um ramo florido de orquídea. Ramos de manjericão que até então ornamentavam o andor, neste momento são distribuídos ao povo. Ali se repete o moteto de Martiniano Ribeiro Bastos, seguido pelo comovente "Miserere" de Manoel Dias de Oliveira.


Senhor dos Passos no altar-mor da igreja de São Francisco


No Domingo do Encontro, dia 30 de março p.p., pela manhã, na igreja do Carmo, às 8 horas, celebrou-se piedosa "rasoura" de Nossa Senhora das Dores, seguida de Missa. Em seguida, ainda pela manhã, às 9h 15min, na igreja de São Francisco, teve início a "rasoura" do Senhor dos Passos, ao som da emocionante marcha fúnebre "Saudades", da autoria do Capitão Benigno Parreira, e executada pela Banda do Regimento Tiradentes, seguida de Missa celebrada por Pe. Geraldo Magela da Silva, quando se executaram partes da Missa e outras peças da autoria de Pe. José Maria Xavier. O andor do Senhor dos Passos agora se apresentou ornamentado com hortênsias azuis e róseas.  Às 18 horas, das supracitadas igrejas hospedeiras do Carmo e de São Francisco, saíram as procissões para o doloroso Encontro das duas piedosas imagens, relembrando o de Jesus com sua Mãe na Via Dolorosa do Calvário, em São João del-Rei simbolizada pela Praça Barão de Itambé (antigo Largo da Câmara). ¹ Na ocasião, ocupou a tribuna sacra Frei César Cardoso Resende, para proferir o Sermão do Encontro que  relembrou um dos momentos mais tocantes do drama da redenção da humanidade. Após o Encontro, uniram-se os dois cortejos, formando uma única procissão, agora com o Senhor dos Passos à frente, seguido pela Senhora das Dores, com destino à Catedral Basílica. Quando a procissão passou pelas Capelas Passos no seu itinerário, os andores fizeram uma parada, para que a orquestra executasse Motetos das Dores, da autoria de Martiniano Ribeiro Bastos. À entrada da procissão na Catedral Basílica, ocupou a tribuna sacra o Frei César Cardoso Resende para proferir o Sermão do Calvário. 

Para completar a Festa dos Passos, neste ano de 2014, consta da programação o piedoso Setenário das Dores, de 4 a 10 de abril, constando de orações, cânticos e meditações sobre as Sete Dores de Maria, e para ocupar a tribuna sacra o Monsenhor Sebastião Raimundo de Paiva, pároco emérito da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, que infelizmente faleceu no dia 3 de março de 2014, na segunda-feira de Carnaval. Por essa razão, será substituído pelo Pároco Pe. Geraldo Magela da Silva. ²

Finalmente, no dia 11 de abril de 2014, será comemorada a Soledade de Nossa Senhora, constando dos seguintes atos litúrgicos: às 19 horas, Missa na intenção de todos os que cooperaram para a realização da Festa dos Passos de 2014. Após a Missa, estava previsto para ocupar a tribuna sacra o Monsenhor Sebastião Raimundo de Paiva, que, pelas razões citadas, será substituído pelo Pároco Pe. Geraldo Magela da Silva.
Em seguida, sairá Procissão com a imagem de Nossa Senhora das Dores, visitando as Capelas Passos, onde serão executados "Motetos das Dores" de autoria de Martiniano Ribeiro Bastos e Francisco de Paula Vilela. À entrada da Procissão, será dada Bênção com a relíquia do Santo Lenho. ³

Todos os atos solenes da Comemoração dos Passos de 2014 foram presididos pelo nosso Bispo diocesano, Dom Célio de Oliveira Goulart.

Todas as comemorações aqui descritas foram transmitidas, ao vivo, pela TV Campos de Minas.


III.  FESTA DE PASSOS



C.V.  


Das festas tradicionais de São João del-Rei, é a festa de Passos uma das mais comovedoras, não só pelo seu sentido de interna religiosidade como pelo seu conteúdo cultural, evidenciando a realidade da transmissão de valôres morais e espirituais de gerações a gerações.
 
Herdada de nossos avós portuguêses, a devoção aos Passos de Nosso Senhor, vem talvez da Idade Média, em que a Paixão de Cristo era a máxima devoção da Cristandade. Ao contrário dos nossos dias em que a Igreja celebra e canta a glória de Cristo Ressuscitado, penhor da ressurreição de todos os cristãos, naqueles dias era o Cristo Sofredor, o Homem das Dores, a tônica da piedade cristã.

Nada mais natural que fossem meditados e venerados os Passos de Cristo pelo Caminho da Cruz. Admirável é o fato de que esta devoção subsista de uma forma tão tocante na nossa terra e na nossa época contra tôdas as tendências modernas da liturgia. E êste fato se deve exatamente ao seu conteúdo cultural, a essa transmissão de costumes e tradições de pais para filhos por várias gerações.

Não há são-joanense de espírito e coração, identificado a esta terra abençoada que não seja devoto do Senhor dos Passos, e que, esteja onde estiver, não atenda ao chamado dos sinos que aqui dobram nestes dias incessantemente.

Em São João, a festa de Passos se celebra com detalhes interessantes que causam estranheza aos que desconhecem as coisas da terra.

A celebração da festa no IV Domingo da Quaresma é de uma extemporaneidade curiosa, que demanda explicação.

Tôdas as antigas cidades de Minas, fiéis à tradição portuguêsa, eram outrora devotas do Senhor dos Passos. Marcos desta devoção são os oratórios coloniais "Passos" construídos em vários pontos das cidades e que ainda hoje se enfeitam carinhosamente de flôres nos dias da celebração para receber a visita do Senhor.

São José e São João del-Rei, vizinhas e rivais, aprimoravam-se na pompa e solenidade com que louvavam os Passos do Senhor.

Para atender as populações das redondezas, desejosas de assistirem ambas as comemorações, necessário se tornou que fôssem celebradas em domingos diversos.

São José del-Rei, talvez por mais próspera e importante naquelas eras, fixou o Domingo da Paixão, enquanto São João del-Rei fixou a data para o IV Domingo da Quaresma.

Nas três semanas que antecedem a festa, realizam-se às sextas-feiras as Vias-Sacras que percorrem a cidade ao anoitecer, visitando os "Passos" onde são cantados lindos e tocantes motetos da autoria do músico são-joanense Martiniano Ribeiro Bastos.

À meia-noite, nas segundas e quartas-feiras da Quaresma, nas portas dos numerosos cemitérios das várias Irmandades, encomendam-se as almas dos defuntos, com cantigas soturnas e rezas.

Do mais longínquo recanto de minha memória surgem reminiscências das noites de Encomendação de Almas, quando tiritando de pavor, encolhida na cama, com a cabeça coberta, imaginava "almas do outro mundo" levantando-se das sepulturas para percorrerem as ruas da cidade em tropel, cantando fúnebres árias de funeral e distribuindo ossos de defunto em forma de velas a quem se atrevesse a transitar pela cidade àquelas horas mortas, ou a espreitar pelas janelas.

Na quarta-feira e sexta-feira da Quaresma realiza-se o Depósito das Dores: a imagem de Nossa Senhora das Dores é levada, velada por uma cortina roxa para a Igreja do Carmo. Sábado translada-se a imagem do Senhor dos Passos, à noite, também velada para a Igreja de São Francisco de Assis. Ambos são recebidos com carinho e respeito pelos membros das respectivos ordens do Carmo e São Francisco, orgulhosas de receberem tão honrosa visita.

No Domingo do Encontro, celebram-se Missas Solenes nas Igrejas hospedeiras, precedidas de rasoiras à volta do templo.

Os fiéis acompanham estes "depósitos" a rasoiras com a maior piedade e respeito realmente edificantes.

Os pais levam seus filhos que desde pequeninos aprendem a vestir a opa e a carregar a tocha acesa nas procissões. As meninas, por sua vez, sentem-se felizes de figurar como "anjos" acompanhando o Senhor dos Passos, ou virgens no cortejo das Dores.

A cerimônia do Encontro é realizada no Largo das Mercês, onde é pregado um sermão referente ao Passo do Encontro do Senhor com Sua Mãe no Caminho da Cruz. Do Largo segue a procissão levando ambas as imagens para a Matriz do Pilar onde é pregado o Sermão do Calvário.

Há detalhes interessantes e tradicionais na festa de Passos, que são exclusivos de São João del-Rei: a batalha dos sinos é um dêles.  Os sinos dos Passos, de São Francisco e do Carmo empenham-se num desafio onde o vencedor é aquêle que consegue badalar até que os demais parem, vencidos pelo cansaço. Apostas se fazem, a garotada se diverte e os adultos quase endoidecem com o badaladal incessante dos sinos. Nas procissões, cabe aos médicos da cidade segurarem as fitas do pendão que anuncia a chegada da procissão.

Aos advogados é concedida a honra de levarem as lanternas que ladeiam o andor. Estas honrarias são ambicionadas e, às vêzes, até causas de ciumada e atritos pessoais.

Coisas de São João del-Rei. Desta cidade única no mundo, cidade querida para a qual pedimos as bênçãos do Senhor dos Passos e da Senhora das Dores que conhecem os corações humanos e que sabem perdoar as fraquezas e imperfeições. Cabe à mocidade são-joanense conservar religiosamente êste rico tesouro cultural que dá a São João uma personalidade distinta das demais cidades mineiras, zelando pelos seus costumes e tradições.

Fonte: A Comunidade, órgão da Prefeitura Municipal de São João del-Rei, Fundador e Idealizador: Prefeito Milton Viegas, Ano IV, janeiro de 1971, nº 30, p. 19 (na ocasião, Dr. Milton Viegas deixava o cargo de prefeito, sendo já eleito Mário Lombardi).



IV.  NOTAS DO AUTOR


¹  Na realidade, as condições meteorológicas vigentes nos Campos das Vertentes não permitiram a saída dos andores de suas igrejas hospedeiras, a saber, igrejas do Carmo e de São Francisco. Chuva torrencial varria as ruas de São João del-Rei na hora da Procissão do Encontro, o que levou o Bispo a transferir o préstito para o dia seguinte, segunda-feira, às 19 horas. Para não empanar a tradição das festividades, achei conveniente, nesta crônica, tratar do que estava previsto, deixando para nota de rodapé o que é fortuito e imprevisto, como o caso dessa transferência da Procissão do Encontro para segunda-feira.

²  É provável que, pelo zelo, cuidado e amor dedicados pelo Monsenhor Paiva a essas festividades da Quaresma, tenha tido o cuidado de deixar por escrito todo o sermão que pronunciaria durante as festividades do Setenário das Dores e da Soledade de Nossa Senhora.

³  VIEGAS (2014) observa que, 
"na procissão do Senhor dos Passos, que sai de São Francisco, o Bispo, sob rico pálio vermelho, já quase bicentenário, que tem as palas bordadas a fio de ouro com os estigmas da Paixão, conduz um relicário contendo um fragmento da verdadeira Cruz na qual Jesus Cristo foi crucificado. Faz uma pequena parada nas Capelas Passos onde a relíquia é incensada enquanto o coro e orquestra de sopros executa um moteto. À frente da procissão é conduzido um grande pendão roxo, no qual estão escritas as iniciais S.P.Q.R. que significa Senatus Populusque Romanus (Senado e Povo Romanos) por ordem do qual Jesus Cristo foi crucificado.
Sobre outras antigas e curiosas tradições da Irmandade dos Passos, mantidas ainda hoje, VIEGAS lembra que 
"os carregadores das lanternas junto ao andor do Senhor dos Passos são advogados e dos cordões de sustentação do pendão que vai à frente da procissão são médicos. 
Outra tradição preservada é a de ornamentar os andores de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos, para as procissões dos Depósitos com ramos de manjericão e que após a cerimônia de incensação quando as imagens chegam aos seus destinos, é distribuídos aos fiéis que levam para suas casas como remédio. 
Vale ressaltar que a imagem de Nossa Senhora das Dores tem somente quatro espadas cravadas no peito e não sete como deveria ser simbolizando suas sete dores. O motivo de esta imagem ter somente quatro espadas é que o Encontro de Maria Santíssima com seu Filho Jesus Cristo é justamente a sua quarta dor. 
Outra tradição ainda mantida: a preparação da imagem de Nossa Senhora das Dores, com a troca de suas roupagens simples para as mais ricas é feita pela Família Assis Viegas, isso acontecendo desde a primeira metade do século XIX, tradição que passa de mães às filhas já que somente as mulheres é que preparam a imagem. Para a imagem do Senhor Bom Jesus dos Passos a responsabilidade é dos mesários homens, em trocar as vestes e preparar a imagem para as procissões.
Uma característica peculiar são os dobres de sinos, exclusivos da Solenidade dos Passos em São João del-Rei. Esses toques foram apelidados pelos são-joanenses de "Combate"pois há entre os sineiros da Catedral, Carmo e São Francisco, verdadeiro combate para ver qual dobra mais os sinos. Isso acontece na sexta-feira, no sábado e no Domingo do Encontro quando, então, os dobres são mais intensos. Os sinos das outras igrejas só dobram quando a procissão passa próximo a elas.
  Em minha opinião, trata-se de iniciais da professora Celina Viegas, mãe de Milton Viegas. Por outro lado, tratando de Dr. José das Chagas Viegas, esposo da suposta autora da deliciosa crônica acima citada, TIRADO (1987) observa que  
"ao eminente Dr. José Viegas, sobrevive a viúva, a extraordinária D. Celina, uma das mais renomadas educadoras que já passaram por nossa cidade, por 28 anos professora da E.E. João dos Santos, e durante trinta e três anos, proprietária e diretora de um internato para moças, personalidade ímpar, cristã modelar, mãe extremosa, que, aos 97 anos de idade, é ainda exemplo de dinamismo e de vida voltada ao bem do semelhante, a qual, tendo perdido a visão, continua com entusiasmo suas atividades, na mais completa conformação com a vontade de Deus." 
Seu nome foi dado a uma creche ou centro infantil funcionando no bairro do Tijuco, na cidade de São João del-Rei.

O livro "Piedosas e Solenes Tradições de Nossa Terra" traz nas páginas de nº 15 a 17 inúmeras informações a respeito dos dobres dos sinos a serem observados pelos sineiros desde a quinta-feira que antecede o IV Domingo da Quaresma.


V.  BIBLIOGRAFIA



Equipe de Liturgia da Paróquia da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar: Piedosas e Solenes Tradições de nossa Terra, I volume intitulado "A Quaresma e a Semana Santa em São João del-Rei", 2ª edição, 1997, 530 p.

Prefeitura Municipal de São João del-Rei: jornal A Comunidade, fundador e idealizador: Prefeito Milton Viegas, Ano IV, janeiro de 1971, nº 30

TIRADO, A.C.:  Nomes que ilustram nossa terra: Dr. José das Chagas Viegas, disponível na Internet in http://saojoaodelreitransparente.com.br/works/view/19

VIEGAS, Aluízio José: Solenidade dos Passos e Semana Santa em São João del-Rei, disponível na Internet in http://www.dacaf.com.br/imprimir.php?id_noticia=181&tipo=noticia